terça-feira, 24 de novembro de 2015
Haiku 336
Amigos de então
não estão pra repartir
o meu panetone.
Haiku 335
Na ponta da mesa
um panetone oferece
sem que ninguém coma.
Haiku 334
Sem vontade alguma
de comer o panetone
a vida prossegue.
Kigô da semana
Panetone
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Haiku 333
Os olhos ao vento.
Num cata-vento perdeu-se
a infância tão breve.
Haiku 332
O campo sagrado.
No frescor dos dias quentes
sopra o cata-vento.
Haiku 331
Deixado na sala
dos netos que não vem mais
gira o cata-vento.
Kigô da semana
Cata-vento
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Haiku 330
Os olhos nas nuvens.
Abaixo a desolação
após a queimada.
Haiku 329
Queimada por horas.
Do trabalho de uma safra
sobraram as cinzas.
Haiku 328
Enquanto se alastra
a queimada mata afora
queimo meu diário.
Kigô da semana
Queimada
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Haiku 327
Dia de Finados.
Um novo nome na lápide
surge desta vez.
Haiku 326
Em meio a algazarra
o silêncio dos que foram.
Dia de Finados.
Haiku 325
Ao final do dia
Dia de Finados vai
morrendo nas velas.
Kigô da semana
Dia de Finados
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Haiku 324
Final de semana.
Não sobrou jabuticaba
na vinda das noras.
Haiku 323
Ainda me lembro
jabuticabas chupadas.
- Vovó Catarina.
Haiku 322
Os dentes estalam
na pele morena e dura
da jabuticaba.
Kigô da semana
Jabuticaba
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